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O que é Esofagite?
Por Francine Prass Hatem. Visualizada 147582 vezes.

Esofagite consiste na inflamação da mucosa que recobre o interior do esôfago.
Quando o ácido e as enzimas do estômago repetidamente refluem para dentro do esôfago, este torna-se inflamado e ulcerado.
Quando a inflamação é severa, desenvolve-se a úlcera do esôfago.

Há outras causas de Esofagite:
Certas infecções por fungos (sapinho) e vírus, podem causar a inflamação.
Irradiação e substâncias cáustica (soda cáustica), também podem causar esofagite.

** Porém o refluxo ácido do estômago é de longe a causa mais comum.

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Por DAYANA MONTEIRO (08/10/2007 22:37)

Definição:Doenças de refluxo, algumas vezes chamada de doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ou Esofagite de Refluxo, acontece quando o músculo no final do esôfago se abre no momento errado e permite que o contéudo do estômago penetre no esôfago. Quando os sucos gástricos ácidos entram em contato com a parede sensível do esôfago, pode causar uma sensação de queimação. Azia e “ boca ácida ” são outros sintomas da doença de refluxo.
Contudo, muitas pessoas consideram essas sensações normais e não procuram ajuda médica.


O MÚSCULO QUE ATUA COMO UMA VÁLVULA
O esôfafo é um tubo muscular longo situado no tórax que liga a boca ao estômago, há um músculo em forma de anel que atua como uma válvula. Este músculo contrai-se para evitar que o estômago retorne para o esôfago. Neste sistema de mão única, o esôfago é isolado do estômago, exceto durante a deglutição, arroto ou vômito. Então, o músculo relaxa o suficiente para abrir e deixar o alimento penetrar no estômago.
A pressão sobre o músculo determina se ele deverá abrir ou permanecer fechado. O aumento de pressão mantém o músculo contraído e protege o esôfago dos sucos ácidos do estômago.
Menos pressão permite ao músculo relaxar e abrir. Lembre-se, a doença de refluxo ocorre quando este músculo relaxa e se abre no momento errado, permitindo que o conteúdo do estômago retorne para o esôfago por períodos prolongados.
Vários fatores podem piorar os sintomas de refluxo.
Fumar e tomar café contribuem de forma importante para a irritação e devem ser evitados. Além disso, se os sucos (tais como de tomate, laranja, abacaxi) causam sintomas, você deve reduzir a quantidade ingerida.
Atividade Física, como curvar o peito sobre a barriga e deitar, também pode aumentar os sintomas da doença de refluxo, especialmente após a refeição. Pressão sobre o abdômen, comum nas pessoas que usam roupas muito apertadas ou são obesas ou em mulheres que estão grávidas, frequentemente pode levar o aumento da irritação.

SINTOMAS PARA FICAR ATENTO
A azia, o mais comum dos sintomas de refluxo, é uma sensação de queimação ou dor que sobe do estômago. A azia ocorre frequentemente após as refeições e pode ser devida a ingestão de alimentos fritos, gordurosos ou condimentados.
Outro sintoma comum de refluxo é um gosto amargo ou ácido na boca causado por uma reurgitação de ácido ou alimento do estômago. Isto normalmente acontece dentro de 1 ou 2 horas após a refeição. Ambas reações podem piorar se você deitar.
Os sintomas menos comuns de refluxo são dor no peito e um líquido de gosto salgado na boca.

COMPLICAÇÕES QUE VOCÊ PRECISA SABER
O refluxo crônico pode causar problemas secundários, tais como, dificuldade de deglutição, rouquidão ou laringite que não melhora, e danos nas cordas vocais. O refluxo também pode causar ou piorar problemas respiratórios, tais como, asma e pneumonia recorrente, particularmente se o conteúdo do estômago penetrar nas vias aéreas.
Por mais desconfortável que possa ser, a doença de refluxo é normalmente uma doença leve que raramente oferece risco de vida. Entretanto, pode desenvolver complicações quando a pessoa não é tratada adequadamente. Estas incluem sangramento ou úlceras no esôfago e, em poucos casos,um estreitamento real do esôfago. Isto pode levar a dificuldade de engolir e a parada do alimento na área estreitada. O refluxo crônico pode também estar associado com o esôfago de Barrett, uma condição que pode levar ao câncer.

É FÁCIL DIAGNOSTICAR A DOENÇA DE REFLUXO
Há vários métodos possíveis usados para o diagnóstico da doença de refluxo. Uma radiografia do estômago e duodeno pode ser efetuado para confirmar um diagnóstico da doença de refluxo. Um método mais sensível é a endoscopia, que proporciona ao médico a visão direta do esôfago. Alguns hospitais e consultórios médicos estão aparelhados para efetuarem um teste de acidez de 24 horas.
Este teste mede o conteúdo ácido do estômago e requer que os pacientes usem um registrador à bateria. Durante este período, os pacientes podem desempenhar suas atividades normais, inclusive dormir. Podem ser efetuados testes adicionais chamados estudos da motilidade esofágica. Esses métodos têm por objetivo avaliar o movimento do alimento e a capacidade de esvaziamento do esôfago.
O TRATAMENTO PODE SER MUITO EFICAZ
Os objetivos do tratamento são controlar os sintomas, acelerar a cura a qualquer dano, e diminuir a recorrência e as complicações. As três fases do tratamento são: (1) Adequação da maneira de viver; (2) Medicação e (3) Cirurgia. Na maioria das vezes, as fazes 1 e 2 são tão eficazes que a fase 3 não é necessária.

FASE 1 – Adequação da maneira de viver
A maioria das pessoas com doença de refluxo podem ser eficazmente tratadas com uma combinação de adequação na maioria de viver e antiácidos. Independente de outros métodos de tratamento, a adequação na maneira de viver, talvez seja o mais importante. É uma das coisas que só você pode fazer para que você mesmo se sinta melhor.
Além de tomar antiácidos, orientado por seu médico, é necessário fazer ajustes na sua dieta, para a fase 1 do tratamento. Você deverá se alimentar com pequenas quantidades de alimentos ricos em proteínas e pobres em gorduras. É melhor comer em intervalos iguais e não comer nada duas horas antes de dormir. Os alimentos a serem evitados incluem chocolate, hortelã, álcool, cafeína, frutas cítricas, leite integral e produtos e base de tomate.
Também foi demonstrado que perder peso tem um efeito importante na redução dos sintomas da esofagite de refluxo, uma vez que diminui a pressão sobre o abdômen. Evitar roupas muito apertadas e atividades que aumentem a pressão sobre o abdômen. Conjuntamente, o fumo também dever ser evitado.
A elevação da cabeceira da cama de 10 a 15 cm, mostrou reduzir a quantidade de ácido que reflue para o esôfago. O ideal é colocar tijolos em baixo dos pés da cabeceira da cama ao invés de aumentar o número de travesseiros sob sua cabeça, porque com os travesseiros você pode mudar de posição durante a noite, ou usar uma espuma em forma de cunha pois dessa maneira a(o) parceira(o) conjugal nãp seria incomodada(o).
Alguns medicamentos podem piorar os sintomas da doença de refluxo. Informe seu médico sobre qualquer medicação que você esteja tomando. Ele pode determinar se os medicamentos podem causar problemas.
FASE 2 – Medicamento
A fase 2 de tratamento é o próximo passo para os indivíduos que não respondem às adequações na maneira de viver e ao uso de antiácidos. Seu médico pode prescrever um antagonista de receptor H2, Tais medicamentos ajudam a reduzir a quantidade de ácido liberada, causando menos irritação. É importante que você siga todas as instruções de doses e continue a tomar a medicação prescrita como indicada, mesmo que você se sinta melhor em um ou dois dias.
FASE 3 – Cirurgia
Independente das fases 1 e 2 poderem ser muito eficazes no tratamento da doença de refluxo, aproximadamente 5 a 10% dos pacientes em condições muito graves eventualmente requerem cirurgia. A fase 3 do tratamento dever ser considerada quando a terapia com medicamentos falha em reduzir os sintomas, quando há necessidade de se evitar complicações tais como hemorragia, ou quando a doença de refluxo contribui para uma doença pulmonar.


A ESOFAGITE EM SI:
Quase todos sentimos ocasionalmente, geralmente depois duma refeição abundante ou com muita gordura, o refluxo do ácido do estômago para o esôfago o que nos dá uma sensação de queimadura ( no Brasil dizem queimação ), de ardor, de azedo, que pode ir do estômago até à garganta. Esse refluxo esporádico, ocasional, do conteúdo do estômago ( ácido clorídrico, pepsina, bílis etc. ) é considerado normal, mas pode tornar-se incomodativo, anormal, transformar-se numa doença e necessitar de tratamento. A Doença do Refluxo Gastro-esofágico ( DRGE ) é a afecção mais frequente do esôfago, e uma das doenças mais frequentes do Aparelho Digestivo, embora só tenhamos conhecido melhor nos últimos 15-20 anos.
Como se manifesta o refluxo ?
O sintoma mais frequente é a sensação de queimadura por detrás do externo (a palavra pirose que os médicos utilizam, para traduzir essa sensação, deriva do grego pyrosis que significa acção de queimar). É este significado que devemos dar à palavra azia à qual alguns dão outro significado: sensação de azedo na boca ou na garganta. A regurgitação do conteúdo do estômago para o esôfago é quase sempre uma sensação evidente, que acompanha a sensação de queimadura.
A Doença do Refluxo pode causar outros sintomas para além da sensação de queimadura e da regurgitação. Pode ser causa de dor no epigastro ou no tórax. A dor no tórax pode pôr problemas de diagnóstico diferencial com a dor torácica de origem cardíaca ou de outra origem: óssea, articular, muscular etc. Se tiver dúvidas, o nosso médico, pergunta-nos pormenores sobre o aparecimento da dor e recorre a exames complementares ( Rx do tórax, Electrocardiograma etc. ) para chegar a um diagnóstico certo.
Com alguma frequência a DRGE manifesta-se com sintomas da orofaringe ou sintomas respiratórios: ardor, sensação desagradável na garganta, rouquidão, tosse, asma.
Em alguns casos, se houver aperto do esôfago, pode haver dificuldade na passagem dos alimentos para o estômago ( disfagia ) ou essa passagem ser dolorosa ( odinofagia ).
Porque é que o refluxo gastro-esofágico acontece ?

O esôfago é um tubo com cerca de 20 cm que leva os alimentos até ao estômago. Nos 2 centímetros finais do esôfago existe uma zona de maior pressão que constitui o Esfíncter Esofágico Inferior ( EEI ). O EEI depois da deglutição dos alimentos abre-se para os deixar passar para o estômago mas contrai-se de seguida para impedir que o conteúdo do estômago reflua do estômago para o esôfago.
No entanto, esse esfíncter ( EEI ) nem sempre funciona bem, nem sempre faz uma tensão suficiente e deixa que o conteúdo do estômago reflua, retroceda, para o esôfago. Chama-se a isso refluxo gastro-esofágico.
As refeições volumosas aumentam a pressão dentro do estômago e facilitam o refluxo mas outros factores podem contribuir para diminuir a tensão do EEI e facilitar o refluxo:
• Nicotina - qualquer tabaco
• Alimentos com gordura
• Cafeína
• Álcool
• Gravidez
Hérnia do hiato ( é controversa a importância da hérnia na DRGE. A hérnia do hiato observa-se na maior parte das pessoas depois de 50 anos de idade e não causa qualquer sintoma, há estudos que provam que nalguns casos, a hérnia do hiato, agrava os sintomas da DRGE.
Alguns medicamentos que diminuem a pressão do EEI ( esfíncter esofágico inferior) ou diminuem o movimentos propulsivos.
A doença do refluxo gastro-esofágico é uma doença grave ?:
Não. É uma doença muito frequente - atinge 30% ou mais, da população do mundo ocidental - e pode ser muito incomodativa, pode ser causa de má qualidade de vida, mas raramente, muito raramente, tem complicações graves.
Como se faz o diagnóstico do refluxo ?
Na maior parte dos casos os sintomas, são o suficiente, para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento. O nosso médico pode, no entanto, mandar fazer alguns exames para nos sossegar, para nos garantir que não há nenhum tumor e para se certificar se há ou não lesões no esôfago causadas pelo refluxo:
A endoscopia alta é o exame mais utilizado e, permite observar o esôfago, o estômago e o duodeno. Em cerca de 50% dos casos a observação endoscópica não mostra nenhuma alteração apesar de haver Doença do Refluxo. A lesão que o endoscopista observa com maior frequência são as erosões na zona final do esôfago. As lesões mais graves, estenose ( aperto ) do esôfago, úlcera do esôfago e esôfago de Barrett, são pouco frequentes.
A manometria e a pHmetria esofágica são testes que permitem medir a pressão e o pH na extremidade do esôfago mas o médico raramente necessita de recorrer a estes testes..
Complicações do refluxo gastro-esofágico
Em cerca de 50% dos casos a endoscopia não mostra nenhuma alteração. É a chamada Doença do Refluxo Endoscopicamente Negativa ( DREN ) ou Não Erosiva. ( DRNE )
As complicações graves são felizmente raras. A DRGE é causa frequente de má qualidade de vida mas, a mortalidade é praticamente nula.
As erosões do esôfago, que constituem a esofagite péptica, podem ser mais ou menos exuberantes e podem desaparecer com o tratamento. O sangramento destas erosões é pouco frequente mas, pode dar origem a hemorragia aparente ou a pequenas perdas de sangue que causam anemia.
O aperto ou estenose do esôfago é uma complicação rara que pode exigir a dilatação do esôfago para alargar o diâmetro. O aperto do esôfago leva a que os alimentos, sobretudo sólidos, tenham dificuldade em passar para o estômago ( disfagia ). Os alimentos ficam empancados ou empachados no esôfago e não chegam ao estômago.
O esôfago de Barrett é outra complicação rara da DRGE. A mucosa da parte final do esôfago é substituída por mucosa com características histológicas semelhantes à mucosa do estômago e do intestino. É uma complicação rara que exige vigilância com endoscopias e biopsias periódicas porque o esôfago de Barrett pode evoluir para tumor do esôfago.
Complicações da orofaringe são frequentes e são motivo de frequentes consultas ao otorrinolaringologista: ardor, rouquidão.
Complicações pulmonares são possíveis: asma, bronquite, pneumonia.
Tratamento
Há atitudes simples que diminuem o refluxo e podem resolver os casos mais simples:
Não fazer refeições muito volumosas nem com muita gordura
Não nos deitarmos logo após a refeição
Se há excesso de peso emagrecer
Não fumar - o tabaco diminui a pressão do EEI facilitando o refluxo
Beber álcool e café moderadamente
Dormir numa cama com a cabeceira mais alta - medida pouco prática, desagradável e pouco eficaz.
Tomar um anti-ácido em SOS ( são medicamentos de venda livre e podem adquirir-se nos supermercados em vários países, USA, UK, em Portugal nas Farmácias. ). Se já estamos com azia instalada, deixar dissolver um comprimido de Maalox na boca pode ser o suficiente para obter alívio durante algum tempo. Alguns anti-ácidos contêm cálcio ou/e sódio e devem ser evitados - infelizmente são os mais conhecidos e mais utilizados.
Tratamento farmacológico
A Doença do Refluxo Gastro-esofágico pode manifestar-se por sintomas muito ligeiros que aliviam com um anti-ácido ou mesmo com modificações do estilo de vida e dietéticas como atrás ficou escrito. Mas, com frequência, para se obter alívio é necessário um tratamento mais eficaz e necessitamos da orientação do nosso médico. O nosso médico ensina-nos a manejar medicamentos inibidores do ácido clorídrico, muito eficazes, que aliviam completamente ou quase completamente os sintomas. O tratamento terá que ser feito ou diariamente ou em dias alternados ou em SOS ( on demand ) quando tivermos queixas. Cada um de nós encontra a melhor maneira de não ter sintomas e ter boa qualidade de vida. A DRGE é uma doença crónica, recorrente. Não conhecemos tratamento que cure definitivamente da doença. Podemos estar tempos prolongados sem sintomas e depois eles reaparecerem. Em cerca de 50% dos casos de DRGE a endoscopia é normal. Esta variante da doença chama-se doença do refluxo não erosiva, DRNE, e deve ser tratada como a DRGE erosiva.
Tratamento cirúrgico
O tratamento cirúrgico anti-refluxo utiliza-se pouco. A moderna técnica laparoscópica pode ser considerada nos indivíduos jovens. Os casos de DRGE que respondem mal ao tratamento médico também respondem mal ao tratamento cirúrgico. Este argumento, da má resposta ao tratamento médico, para justificar o tratamento cirúrgico é muitas vezes invocado mas é um argumento falso.
Tratamento endoscópico
O tratamento endoscópico da DRGE está ainda a dar os primeiros passos. Os primeiros resultados da gastroplastia endoscópica feita com um aparelho de sutura começam a aparecer na literatura médica. É ainda cedo para tirar conclusões sobre a eficácia desta técnica.



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